Correspondências

SESSÃO Aurélia Steiner

18 de maio de 2026 - 16h00 - CINUSP - Nova Sala
27 de maio de 2026 - 19h00 - CINUSP - Nova Sala
30 de maio de 2026 - 16h00 - Cinusp Maria Antônia

Sinopse

Um barco desliza pelo leito do rio Sena; a câmera apreende, imóvel, uma coluna de árvores nuas; o mar se desdobra em ondas. E à imagem sobrepõe-se a leitura de cartas de Aurélia Steiner, uma jovem de vidas infinitas.


Comentário de curadoria

A palavra se sobrepõe à imagem não como um fruto e sua casca, mas como um corpo velado por um tecido com amplas pregas. Isto é, trata-se de uma relação — esta que caracteriza os ímpetos de Duras em seu díptico "Aurélia Steiner" e os aproxima de Apichatpong — de sucessivas transparências e opacidades, sincronias e desencontros, sínteses e disjunções, que permite uma certa fluidez semântica do discurso e uma capacidade plástica da câmera deslizante que atravessa o espaço e, ao fazê-lo, é simultaneamente por ele atravessada.

Ficha técnica

Aurélia Steiner (Vancouver) 

França, 1979, 48'

Direção: Marguerite Duras

Aurélia Steiner (Melbourne)

França, 1979, 28'

Direção: Marguerite Duras

SESSÃO Aurélia Steiner