Neon Genesis Evangelion: Episódios 25 e 26
Sinopse
A Instrumentalidade das almas continua. Entretanto, há pouco tempo para explicar todo o processo. Portanto, focaremos em um garoto chamado Ikari, Shinji, e contaremos a história da Instrumentalidade de sua alma.
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Shinji Ikari está arrependido, deprimido, angustiado. Escondendo o rosto com as mãos, ele não aceita tudo de ruim que, enfim, está acontecendo como ele temia. Ele falhou. Ele deixou todos na mão. A Instrumentalidade Humana é uma realidade. E agora? Nos dois últimos episódios de "Neon Genesis Evangelion", cada plano é mais chocante que o anterior, cada rabisco é carregado com o pesar da caneta que o traça, cada memória é repetida até parar de doer. Até os parabéns e o sorriso, o caminho é duro. Mas não há escolha senão atravessá-lo.
O FIM DO MUNDO
“Neon Genesis Evangelion” foi o primeiro grande sucesso do estúdio de animação Gainax, mas questões de logística rapidamente assolaram a produção. Adicionados a intempéries como um ataque terrorista no metrô de Tóquio, os obstáculos no caminho da equipe fizeram com que os episódios estivessem ficando prontos cada vez mais em cima da hora, ao ponto que a ideia original para o final da série se tornou impraticável. A solução de seus diretores foi, então, uma mudança abrupta, trocando o ritmo acelerado da ação de seus robôs gigantes para um mergulho no psicológico de seu protagonista, em dois episódios minimalistas, abstratos e totalmente fora da curva. Na época, não colou com todos — muitos fãs se sentiram traídos com a falta de um final explosivo, enviando cartas de ódio e até grafitando a entrada da sede do estúdio—, mas hoje os episódios são vistos como essenciais para o desfecho da série, não mais ou menos válidos que o filme “The End of Evangelion”, lançado um ano depois. Eles existem em paralelo, perspectivas diferentes da Instrumentalidade humana. No filme, amargo e trágico, surge um letreiro com uma pergunta: “Estão Gostando?” Hideaki Anno sabe que não, mas oferece este final dolorido mesmo assim. E desde então “Evangelion” nunca parou de terminar, com os rebuilds, reimaginações da história original, chegando nos anos 2000 com outras mudanças expressivas em seu desfecho. Em tom de esperança, esses muitos finais são todos verdadeiros, e a verdade é a que escolhemos acreditar.
Ficha técnica
Japão, 1996, 47'
Direção: Hideaki Anno, Masayuki, Kazuya Tsurumaki
