7 de outubro de 2026 - 16h00 - CINUSP - Nova Sala
16 de outubro de 2026 - 19h00 - CINUSP - Nova Sala

Sinopse

Logo após chegar em Las Vegas, Nomi consegue um emprego como dançarina. Seus talentos chamam a atenção de Cristal, a estrela do show, que vê nela uma oportunidade de aprimorar sua própria apresentação.

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Partindo do péssimo para chegar ao ótimo, Verhoeven cria uma história de mau gosto, aparentemente livre de segredos e sem qualquer vergonha de ser o que é. Tudo é claro: as dançarinas são exatamente o que parecem, e essa falta de disfarce vem de um mesmo lugar. Pessoas sem muita profundidade em busca de poder e fama através do espetáculo. Do palco, das luzes, da dança, da nudez, do erotismo, do pornográfico, do arrivismo, da violência. Da explosão de estilo que só pode ser criada a partir da imoralidade e dos exageros formais característicos do diretor.

Informação Crítica

O que veio com Showgirls foi, muito além de uma catástrofe econômica, um fracasso moral. Primeiro grande lançamento de classificação indicativa para adultos pela Motion Picture Association, o filme atraiu críticas sobre o exagero de cenas com nudez, o desrespeito ao corpo e, especialmente, ao caráter do diretor Paul Verhoeven e do roteirista Joe Eszterhas. A crítica americana entrou em pane, tratando o longa como “deprimente e decepcionante, além de desumanizador”, fruto das “fantasias de masturbação de Eszterhas”, além de exagerar tanto nas cenas de nudez a ponto de fazer Roger Ebert cogitar que “as partes realmente sexys surgem quando as mulheres colocam suas roupas”. As polêmicas do filme até abalaram sua arrecadação, ficando pouco abaixo dos US$40 milhões do custo do projeto. O curioso foi que o lançamento em home video do filme gerou US$100 milhões — mais que o dobro arrecadado na bilheteria —, provando que as fantasias pervertidas de Verhoeven e Eszterhas não diziam respeito somente a eles dois.

 

Ficha técnica

EUA, 1995, 131'

Direção: Paul Verhoeven

Showgirls